Fogo na Vida

Fogo na vida livro

25. Fogo na vida     2010, 80 p., livro

Livro produzido pelo Prof.Genebaldo para o Prevfogo-IBAMA. O livro é um instrumento de divulgação técnico-científica sobre a temática fogo na vegetação. Apresentam-se, a seguir, informações referentes à sua 2ª edição.

                        Apresentação (original)

As queimadas e os incêndios florestais representam o maior dano que se impõe aos ecossistemas e à sociedade brasileira. Inscreve o País no Risco Global.

Essa assertiva foi corroborada nos meses de agosto e setembro de 2010 quando o Ministério do Meio Ambiente declarou situação de emergência ambiental em 14 estados brasileiros mais o Distrito Federal. Repetiu-se o flagelo de 2007.

A longa estiagem, os baixos índices de umidade relativa do ar, temperaturas elevadas, ventos fortes, vegetação ressecada, uso do fogo nas práticas agrícolas e o vandalismo, dentre outros fatores, resultaram em incêndios florestais que causaram prejuízos incalculáveis à sociedade e aos ecossistemas, em praticamente todo o País.

Fumaça, fuligem, gases e fogo levaram pânico e morte às populações rurais e urbanas. Milhões de pessoas tiveram suas vidas afetadas. A mídia mostrou vários cenários de desespero.

Cidades inteiras se viram imersas em fumaça deixando as pessoas desnorteadas, impotentes e perplexas. Os hospitais ficaram lotados devido a elevadíssima poluição atmosférica. Ocorreram vários acidentes com mortes nas estradas. Alguns aeroportos foram fechados. Houve inúmeras interrupções no fornecimento de energia elétrica, destruição de residências e de instalações industriais e comerciais, destruição de safras inteiras, morte de animais domésticos e silvestres, e queima de grandes áreas de florestas nativas.

Acrescente-se aos prejuízos a grande emissão de CO2 (dióxido de carbono) o principal gás de efeito estufa cujo aumento de concentração na atmosfera é indicado como o principal indutor de mudança do clima.

Tais emissões originadas das queimas e dos incêndios florestais constituem um elemento vulnerável da política brasileira diante dos desafios de mitigação e adaptação aos efeitos da mudança climática global, acoplados às questões de segurança climática, segurança hídrica, segurança alimentar e à vulnerabilidade social.

O uso do fogo como instrumento de manejo em atividades rurais (queimadas) foi a causa principal dessa tragédia que não pode mais ocorrer e que tem se tornado cada vez mais freqüente.

Tais práticas obsoletas, insustentáveis e degradadoras da qualidade ambiental são alimentadas por um misto de analfabetismo ambiental, ignorância, imediatismo, ganância e desconhecimento das alternativas (e falta de apoio sistêmico para a sua adoção). Adicionem-se processos culturais, pressões econômicas, interesses políticos e comportamentos criminosos (vandalismo).

De qualquer forma, diante da amplitude dos danos inestimáveis, os incêndios florestais precisam ser reduzidos e o uso do fogo diminuído e/ou eliminado das práticas agrícolas.

A gravidade desse tema dado as suas ramificações sistêmicas, infelizmente, ainda não foi assimilada pela sociedade brasileira. Dá-se atenção apenas quando as catástrofes acontecem e abastecem a mídia com manchetes e imagens cinematográficas de destruição.

Nesse instante se gastam milhões de reais nos atropelos de combate. Os processos de prevenção são relegados a planos secundários. O combate é a última etapa. A comprovação de que a prevenção não foi efetiva.

Assim, se torna imperativo que esse tema seja mais debatido na sociedade e seus conhecimentos se tornem estratégicos. Há de se promover os múltiplos processos de prevenção, a inovação por meio da pesquisa e tecnologia, e a indispensável cooperação interinstitucional nos governos, mesclada com a participação de todos os setores da sociedade.

Há de se difundir o conhecimento sobre o tema a se promover a sensibilização das pessoas, comunidades e instituições sobre as causas e as consequências das queimadas e dos incêndios florestais, e perceber o seu risco, ao tempo em que se apresentam as alternativas de soluções e se percebem as contribuições efetivas dessas iniciativas na promoção da qualidade de vida e no abrandamento dos cenários da mudança do clima.

Diante desse contexto o Prevfogo/Ibama planeja, executa e avalia por meio de um conjunto de indicadores inobtrusivos, um portfólio de atividades que busca promover a percepção das pessoas sobre tais desafios evolucionários.

Para tanto, em seus múltiplos processos de prevenção de risco, adota estratégias diversificadas de comunicação e educação ambiental, planejando, aplicando e avaliando diversos recursos didático-pedagógicos destinados à formação de brigadistas, professores, coordenadores de projetos, representantes de ONGs, comunidades rurais, formadores de opiniões e outras representações comunitárias.

Este livreto faz parte desse repertório e tem como objetivo informar e sensibilizar as pessoas sobre a necessidade de se repensar as práticas das queimadas e os eventos de incêndios florestais em nosso País.

Resume um conjunto de informações de forma crítica e analítica das principais causas e conseqüências das queimadas e dos incêndios florestais (Q&IF), enquanto se apresentam as suas alternativas de soluções.

Busca-se mostrar por meio de análise sistêmica sócio-ambiental, as redes de interações e influências dos processos das Q&IF, inclusive quanto às suas contribuições à mudança climática global.

Apresentam-se resultados de ações de intercâmbio com várias instituições e países e focalizam os principais desafios configurados nos cenários  socioambientais já conhecidos, focalizando elementos de segurança alimentar, climática, energética, ecológica e hídrica, à luz do aumento da vulnerabilidade social e do risco global.

Traz uma contribuição do Analista Ambiental Gabriel C.Zacharias sobre o neotema dos incêndios florestais em áreas periurbanas e se citam valiosas contribuições de cientistas brasileir@s sobre o assunto. Traz as contribuições do Prevfogo-Ibama, as sugestões de atividades de Educação Ambiental e oferece um resumo das leis brasileiras sobre a temática.

 

Foram reunidos subsídios para os tantos que se interessam pela temática cuja importância ainda não foi devidamente reconhecida e cuja gravidade requer a participação de TODOS.

                              Sumário

1. Introdução

2.Exame das principais causas do fogo na vegetação

Analfabetismo ambiental

Acidentes / Incidentes

Cultural / Comportamental

Expansão das áreas rurais

Fenômenos naturais

Extrativismo

Política agrária

3.Fatores que contribuem para o fogo na vegetação

Climáticos

Topográficos

Tipos de combustível

4. Principais conseqüências das queimadas e incêndios florestais

            4.1. Na sociedade

Efeitos sobre a saúde humana

Efeitos econômicos e sociais

4.2. Nos ecossistemas

Efeitos sobre a regulação

Efeitos sobre o solo

Efeitos sobre a atmosfera

Efeitos sobre a flora e a fauna

5. Mudança climática global e status das queimadas e incêndios florestais (Q&IF)

     5.1. Q&IF como forçamento dos cenários e da vulnerabilidade social

5.2. O relato de 42 países (US Forest Service e ABC-Prevfogo)

5.2.1. A experiência proporcionada pelo Programa Internacional do US Forest Service

5.2.2. A experiência proporcionada pelo Prevfogo-IBAMA e ABC

5.3. O Prevfogo-Ibama e a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC)

5.4. O Prevfogo-Ibama e a Lei de Proteção da Vegetação Nativa

6.Q&IF e constrangimentos culturais

7.Os municípios, as Q&IF

8. Necessidade de Gestão de Incêndios Florestais em áreas periurbanas

(Gabriel C. Zacharias.M.Sc.)

8.1. Introdução

8.2. Incêndios Florestais em Áreas Periurbanas

8.3. Políticas Públicas para a Gestão de Incêndios Florestais

9.Alternativas ao uso do fogo

9.1. Benefícios que podem ser obtidos a partir da adoção das práticas alternativas

sugeridas

9.2. Alternativas sugeridas (em ordem alfabética):

Adubação verde

Agricultura Orgânica

Apicultura

Arborização das pastagens

Artesanato e Reciclagem

Carbono Social

Compostagem

Consorciação de culturas

Controle das cigarrinhas-das-pastagens

Controle de plantas invasoras de pastagens

Cultura em andares

Ecoturismo

Pastagem Ecológica

Pastejo Misto

Plantio Direto

Reflorestamento social

Rotação de culturas

Silagem

Sistemas Agroflorestais- SAF

Uso da uréia pecuária

10. Alguns elementos conceituais sobre a questão do fogo na vegetação

                9.1. Excertos

11. Contribuições do Prevfogo / Ibama

                10.1. Elementos da História

10.2. Estrutura

10.3. Os Núcleos do Prevfogo e suas atribuições.

10.4. Alguns exemplos de atuação

a. Núcleo de Capacitação e Treinamento – NCT

b. Núcleo de Pesquisa e Monitoramento – NPM

c. Núcleo de Interagências e Controle de Queimadas – NIQ

d. Núcleo de Operações e Combate a Incêndios Florestais – NOC

e. Núcleo de Planejamento e Administração

f. Núcleo de Comunicação e Educação Ambiental

12.Referências bibliográficas

ANEXOS

Anexo I. Sugestões de atividades práticas de educação ambiental

1. Utilizando as farmácias como indicadores de qualidade ambiental

2. Utilizando os postos de saúde e os hospitais como indicadores de qualidade

ambiental

3.Avaliando a qualidade do ar

4.Avaliando a qualidade da água – e onde vem a água que bebemos?

5. Percebendo a importância da vegetação

6. Fogo na vegetação e fauna

7.Conhecendo a legislação ambiental pertinente às queimadas e incêndios florestais.

8. Estimando a emissão de CO2 pelas queimadas e incêndios florestais

9 Utilizando as emissoras de rádio da região

Anexo II. Legislação ambiental pertinente às queimadas e incêndios florestais

1)     Decreto-Lei 2.848/40 (Código Penal)

2)     Lei 12.651/12 (Lei de Proteção à Vegetação Nativa)

3)     Lei 6938/80 (Política Nacional do Meio Ambiente)

4)     Constituição Federal de 1988 – (Art. 225)

5)   Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais).

6)   Decreto 6514/08 Infrações e sanções

7)   Decreto 2661/98 (regulamentação)

8)   Portaria Ibama 94-N/98

Anexo III. Lista dos Participantes do “2011 International Seminar on Climate Change and Natural Resources Management”, Departamento Internacional do US Forest Service, Washington/California, EUA

Anexo IV. Participantes do “I Curso Internacional sobre Mudanças Climáticas Globais, Queimadas e Incêndios Florestais”, Prevfogo-IBAMA /Agência Brasileira de Cooperação – ABC do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Brasília, 2011.

Anexo V. As contribuições do Prevfogo-Ibama

1.Elementos do histórico

2. Estrutura do Prevfogo-Ibama

3. Os Núcleos e suas atribuições

4. Alguns exemplos de atuação

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